ARTIGO: Paginação de Revestimentos – Visão Geral

Por Renata G. Buffa

Em todos os projetos de arquitetura, após a definição dos revestimentos a serem empregados, o próximo passo é fazer a paginação de aplicação do material. Seja para pisos, paredes ou forros, o desenho de paginação define a aparência final de ambientes internos e externos, independentemente de o material ser monolítico, em placas ou réguas. Os revestimentos nos ajudam a criar cenários, podendo funcionar como plano de fundo para outros elementos, ou como destaque em um ambiente. Este artigo será o primeiro de uma série, onde trataremos sobre o assunto paginação.

As paginações podem ser pensadas de maneira a criar formas e desenhos no espaço projetado, combinando pisos e forros, ou pisos e paredes, ou pisos, paredes e forros. As paginações ainda servem para auxiliar o posicionamento de outros elementos do projeto, como por exemplo, luminárias, mobiliários, etc.

Como definir a paginação do projeto? A primeira coisa que deve ser feita é observar o ambiente projetado: onde estão as aberturas (portas, janelas), quais as interferências (bancadas, peças sanitárias, mobiliários). Depois, pensa-se no desenho da paginação: peças iguais ou peças diferentes combinando entre si, colocadas um mesmo sentido ou dispostas em junta-prumo (alinhadas) ou amarração (desencontradas), peças monocromáticas ou coloridas, peças recortadas para fazer um desenho diferente, enfim, há várias possibilidades. A partir daí, é lançada a “saída de paginação”, que é o ponto de partida do posicionamento das peças, no caso de placas ou réguas; para revestimentos monolíticos liso, a saída de paginação só é feita onde há um desenho feito no revestimento – neste caso, deve-se colocar todas as medidas do desenho, para que a reprodução seja fiel ao projeto. As paginações podem partir de uma das bordas do ambiente, ou do centro irradiando para as bordas, ou de um local determinado em função de outros limitantes de projeto.

Um desenho de paginação bem feito também considera o aproveitamento de peças, minimizando o percentual de perda de material e auxiliando na quantificação dos produtos utilizados.

Para citar alguns exemplos práticos, coloco abaixo algumas imagens de paginação.

ENCONTRO-MANTA-PORCELANATO
1 – Encontro de piso vinílico e porcelanato. O piso vinílico em régua é disposto de forma desencontrada entre peças, e o porcelanato é assentado na forma junta-prumo.
PORCELANATO_PAREDE-PISO-JUNTAPRUMO
2 – O mesmo porcelanato é colocado no piso e na parede, com assentamento junta-prumo, criando uma uniformidade no ambiente.
PORCELANATO-PISO-PAREDE
3 – Parede e piso em porcelanato tipo régua, delimitando e destacando a área do box do chuveiro. Nas demais paredes foram colocados porcelanato branco, e no piso porcelanato cimento queimado. Assentamento junta prumo em todas as peças.
intertravado-espinha-de-peixe
4 – Bloco intertravado com assentamento espinha de peixe.
Forro em fibra mineral
5 – Forro em fibra mineral modulado, com luminária embutida na modulação e piso em granito quadrado, paginação junta-prumo

 

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