ARTIGO: Paginação de Revestimentos – Pisos

Por Renata G. Buffa

No artigo anterior: “Paginação de Revestimentos – Visão Geral”, falamos sobre a paginação de forma genérica. Neste artigo trataremos especificamente dos pisos, os principais acabamentos utilizados e os tipos de paginações possíveis, tanto para áreas externas, quanto para áreas internas.

O que é o piso para a Arquitetura? Eu diria que a pergunta que temos que fazer é outra: O que é o piso para o homem? O piso, segundo definição gramatical, é: “o terreno ou superfície onde se anda”. Mas, mais que isso, o piso é o primeiro delimitador de espaço. Desde uma estrada de terra, que separa o leito carroçável da vegetação que há em volta, até o piso do hall do mais luxuoso hotel, são as marcas feitas em sua superfície que mostram onde estamos pisando, os caminhos e quais são os limites de um ambiente. O piso acompanha a história do homem, e por isso é também Arquitetura. Quem nunca brincou de amarelinha em um piso de calçada, ficou admirado ao olhar o piso de uma igreja, teve a sensação de aconchego de casa de vó ao ver um piso de cacos de cerâmica ou se sentiu a estrela de Hollywood ao andar em um piso revestido com tapete vermelho?

Parece incrível que uma simples superfície desperte tantas sensações, não é mesmo? No entanto, trazer lembranças e admiração é apenas um efeito do estudo feito pelo arquiteto ao projetar. Além da beleza e conforto, o arquiteto projeta considerando o uso, as características, a segurança e a manutenção do espaço projetado, escolhendo os materiais mais adequados em termos de beleza, economia e praticidade. Esses são os fatores essenciais para a definição dos pisos de qualquer projeto, para depois se pensar caso a caso, levando em consideração também as aberturas (portas, passagens) e demais interferências (bancadas, peças sanitárias, mobiliário). Por fim, a paginação é importante também para calcular o quantitativo de material a ser utilizado na construção – por exemplo, um piso de porcelanato deve considerar, em seu cálculo, as peças, uma porcentagem de perda (em torno de 10% a 20%), a argamassa de assentamento e o rejunte.

As paginações podem ser do tipo:

junta-a-prumo

  • Junta a prumo: quando as peças são alinhadas entre si nos sentidos longitudinais e transversais. Esse tipo de assentamento é utilizado quando o material escolhido possui bordas perfeitas, como porcelanatos retificados, pedras cortadas, mantas ou placas vinílicas, por exemplo.

 

 

diagonal

  • Diagonal: quando as peças são dispostas a 45 graus em relação às bordas do ambiente. Essa paginação é muito utilizada quando as paredes estão fora de esquadro, pois como haverá recortes de peças em todos os lados, não há como perceber o ângulo da parede.

 

 

 

espinha-de-peixe

  • Espinha de peixe: quando as peças retangulares são colocadas de forma perpendicular uma em relação à outra. Muito utilizada em blocos intertravados de calçadas e estacionamento.

 

 

 

amarração02

  • Amarração: quando as peças possuem alinhamento em um sentido, mas no outro são desencontradas. Porcelanatos ou pisos vinílicos em réguas, pisos de madeira e blocos intertravados, por exemplo, utilizam esse tipo de configuração para assentar as peças de forma a criar um desenho mais destacado no piso, disfarçar deformações de superfície (como empenamento de peças, no caso dos porcelanatos em réguas ou madeiras) ou mesmo fixar melhor as peças no piso, uma vez que uma peça se encaixa em outras em diferentes pontos.

 

mosaico

  • Mosaico: quando as peças são dispostas em cores diferentes, formando desenhos dos mais variados – desde formas geométricas até imagens de pessoas ou paisagens. Podem ser utilizadas pastilhas cerâmicas ou de vidro, madeira, porcelanatos e pedras, sendo o mais comum o uso do mosaico tipo português.

 

 

monolítico

  • Monolítico: quando o piso possui grandes superfícies, com juntas que variam dependendo do material escolhido. Podem ser acrescentados desenhos na massa de assentamento, delimitados com finas estruturas em madeira, metais ou polímero, ou receber aplicação de pintura sobre o piso acabado. Exemplos: pisos autonivelantes epóxi, pisos em granilite e pisos em cimento queimado.

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